terça-feira, 11 de outubro de 2011

Tablet - A Novela (1) - Introdução

Tenho um Tablet..., bem deixe-me começar novamente, comprei um Tablet, assim está mais certo. Ele tem 10" e roda o meu bom e amigo Android 2.3 (Gingerbread), fui um dos muitos que (in)felizmente comprou pelo Groupon junto com Fluent Celular (que virou Fluent Store, que virou sei lá o que, e que até hoje não me entregou) bem, o negócio é que, comprei, paguei meus bons e suados R$ 370,00 e até o momento só vi o Groupon porque tablet que é bom nada (por enquanto culpemos os carteiros por estarem exercendo seu direito a Greve, vamos ver qual será o próximo foco da Fluent).

Então, como todo bom cara de informática desesperado o que fiz? Tenho um Tablet, ele tem 7" e roda meu bom e amigo Android 2.2 (Froyo) e obviamente foi comprado em uma loja (física e com toda segurança que isso envolve) e paguei mais uns bons e suados R$ 380,00 para ter um Tablet aqui na minha mão. E quando chegar o Natal e meu outro Tablet chegar? Sei lá, faço uma rede com eles, tento juntar os dois e ter um de 17", penso nisso depois, pois o que sei é que hoje tenho um Tablet.


Mas o que é ter um Tablet? Tenho os mais diversos brinquedinhos tecnológicos, sendo que isso inclui computadores, notebooks, celulares e agora tablets. Pessoalmente podia passar sem esse último, sem o menor problema, na verdade poderia até ter esperado o meu chegar mesmo que fosse no Natal. Só que do mesmo modo que podia passar sem qualquer um dos meus celulares e do mesmo que podia passar sem os desktops (o note não pois uso ele constantemente). Mas o problema é que sou um cara de informática e isso significa que tenho que estar antenado tanto em Software como em Hardware, então, tenho um Tablet.

Nessas publicações desse mês você vai entender o que é ter um Tablet e qual o uso que se pode dar para ele, como formatá-lo, como perdê-lo, como gostar dele e como odiá-lo, ou seja, será uma verdadeira novela.

Abraços e até o próximo capítulo,
Fernando Anselmo

domingo, 9 de outubro de 2011

Empregabilidade - Em qual linguagem apostar?

É publicado mensalmente no TIOBE algumas tabelas e gráficos com as linguagens que são as mais utilizadas em todo o mundo. Há um bom tempo que Java assume a primeira posição, sendo sempre perseguido de perto por C, C++ e PHP. Bem obviamente diria para você, que vai estudar para iniciar a carreira de Desenvolvedor, é ideal investir em uma dessas quatro linguagens pois lhe darão uma boa empregabilidade, mas e se você já sabe essas quatro? Qual seria a próxima a investir? Neste caso recomendaria as três que estão em plena ascenção:

1. Objective-C
Graças ao sucesso do iPhone e iPad essa linguagem ganhou um forte impulso, mais OO que suas origens (Java e C++) e bem mais simples de aprender do que estas.

2. Lua
Já comentei sobre essa linguagem em uma postagem anterior, e algumas previsões de um velho programador podem se confirmar como demonstrado neste gráfico de Outubro de 2011 que mostra que Lua cresceu oito posições do ano passado para este.

3. PL/SQL
A linguagem do banco de dados ORACLE tem se destacado de um tempo para cá e assim como Lua cresceu também as mesmas oito posições.

E quanto ao COBOL, FORTRAN e ABAP? A empregabilidade dessas linguagens sempre foi excelente o problema é que se reduz a nichos de mercado, pessoalmente não gosto de ficar reduzido a duas ou mesmo uma empresa que possa querer me contratar e pior que quando for contratado passar o resto da minha vida fazendo a mesma coisa o tempo inteiro.

Prefiro ter várias portas e poder me especializar crescer e aproveitar o melhor que esta Área de Informática tem para oferecer.

Abraços e até a próxima
Fernando Anselmo

Endereço do TIOBE: http://www.tiobe.com/index.php/content/paperinfo/tpci/index.html

domingo, 2 de outubro de 2011

Empregabilidade - Windows 8, Ubuntu 11.04, Java 7... Aonde isso vai parar

Ser da área de informática é estar bem informa(tiza)do, não, isso não é um bordão, isso é uma simples realidade. Se você pretende ser dessa área ou está nessa área deve acompanhar a marolinha Tsunami de mudanças que ocorrem anualmente. Sim, o bom e velho Windows 98 já nem existe, porém o número 8 logo estará de volta, Conectiva? acho que agora se chama Mandriva (pelo menos era até o ano passado) e quem domina esse mundo é uma palavra Africana que significa "Humanidade", Java? Não é mais da Sun, alias nem existe mais a Sun pois agora é Oracle, assim como o Delphi que agora pertence a Embarcadero e minha saudosa Borland nem sei mais onde anda. Um tal de Android anda por aí fazendo um bip-bip e atrapalhando a toda poderosa Apple (com sua Maçã mordida), dizem inclusive que o mascote do Android não deveria ser um Robozinho, mas um Bichinho de Maçã. E assim caminha os softwares.


Alias, caminhar é uma forma bem legal de falar "correr a passos largos", pois na parte de hardwares a febre dos Tablets e Smartphones contaminaram essa área, então hoje a portabilidade dos sistemas devem escorrer entre: Smartphones, Tablets, Netbooks, Notebooks e Desktops com suas milhares de configurações, se antigamente ter três sistemas operacionais já era complicado, imagina hoje em dia com diversos dispositivos e suas variadas de configurações. Isso sem contar com os novos aparelhos que estão despontando por aí, como carros mais inteligentes, televisões que acessam a rede, GPS e suas infinitas possibilidades, entre outros brinquedinhos que deve fazer a alegria de muito marmanjo nesse natal.

Ops, estou me esquecendo das novas profissões, o pobre do Analista foi subdividido em diversas especializações, tais como, Analista de Negócios, Analista de Requisitos, Analista de Métricas, é inconcebível hoje que um Gerente de Projetos que não tenha no mínimo um PMP acompanhado de um ITIL v3 e Cobit com conhecimentos de Metodologias Ágeis e para o Programador que agora é um desenvolvedor, algumas certificações, conhecimento de Web Services, UML, RUP e mais um monte de sopa de letrinhas que juntando dão um belo caldo.

Então estou aqui como um corvo é pintando um futuro negro (somente com tinta preta), não é bem assim, o pessoal da informática também está na crista da onda, tão antenado, alguns ganhando razoáveis salários, basta observar a revista Forbes e veja quantos caras de informática estão lá. Além disso, muitas coisas que estão despontando ele já está careca de saber e dominar e isso faz dele uma pessoa que pode treinar hoje para montar um negócio que irá estourar daqui a alguns anos. Quer uma prova? O cara da informática sabe muito bem que o seguinte vídeo não tem nada de ficção:

Um dia feito de Vidro

Abraços e até a próxima
Fernando Anselmo

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Android - Chegamos a 2014?

Primeiro antes de começar a ler esse blog, assista ao seguinte vídeo disponível no YouTube:

Agora podemos continuar, existe uma aplicação disponível no Android Market chamada "Kekanto", o nome pode não dizer muita coisa, mas deixe-me explicar o que essa aplicação faz. A partir do GPS do seu celular a aplicação localiza aonde você está e mostra todos os comércios (bares, restaurantes, clínicas, ...) que existem em sua proximidade. Além disso, permite que você poste um comentário, bata uma foto do local e compartilhe isso com todos. Ou seja, ajudamos o "Kekanto" a prover informações sobre o local e simultâneamente viramos críticos especializados. Mas não para por aí, pois para postar um comentário você terá que ser sócio (gratuitamente) da mais nova Rede Social, o "Kekanto".

Ou seja, ao postar uma informação, inclusive com possibilidade de partilhar no Facebook e Twitter, você também estará ganhando "medalhas" no "Kekanto", seu nível começa de Recruta e pode chegar a Marechal, você pode ir de um simples Gourmet para um Crítico especializado dependendo das coisas que faça nessa nova rede, e quem sabe um dia dependendo do seu perfil comece a receber brindes das companhias querendo sua opnião sobre um novo produto. Ou seja, com o "Kekanto" já estamos chegando ao que o vídeo preveu para 2014 e estamos virando os provedores totais da informação.

Abraços e até a próxima
Fernando Anselmo

Mais dados:

domingo, 28 de agosto de 2011

Projeto - Análise de Grafos

Grafos é um assunto chato, muito chato realmente, tanto que se você pegar um livro poderá ler coisas como: Um grafo G consiste de dois conjuntos V e E. Onde V é um conjunto finito e não vazio de vértices e E é um conjunto de pares não ordenados de vértices chamados arestas. Sendo que V(G) e E(G) representam os conjuntos de vértices e arestas do grafo G, também denotado por G=(V,E). Lindo e maravilhoso para tornar os Grafos tão atrativos quanto os Logaritmos.

Porém como os Logaritmos, Grafos sao extremamente úteis para qualquer Analista ou Projetista, mas não apenas para eles e não serve apenas a área de informática, basicamente podem ser utilizados para quase toda forma de projeção futura. Vamos com calma, tentarei desmistificar seu uso e torná-los mais atrativos. Um grafo nada mais é do que a visualização de um bando de pontos ligados (lembra de um joguinho que aparecia no jornal chamado Liga Pontos, no qual após ligados formava uma figura), normalmente são utilizados para representar os diferentes caminhos que pode-se percorrer. Por exemplo, para sair da sua casa e chegar ao local onde ocorrerá aquela fantástica festa podemos seguir diversos caminhos, então poderíamos responder as seguintes perguntas:
  • Qual o caminho mais curto a seguir?
  • Qual o caminho onde passaremos por mais pontos turísticos?
  • Qual o caminho com menos tráfego?
  • Qual o caminho que passamos por um mercado?
  • E diversas outras questões
Conta-se que quem primeiro se utilizou dos grafos foi Euler, em 1736, para resolver um problema de caminhar em pontes entre duas ilhas cortadas por um rio*. Só que atualmente não utilizamos mais papel e lápis para desenhar grafos, o MS Project faz isso muito bem, porém ainda prefiro um programa especialmente feito para isso, utilizo o Grafos** de Alejandro Rodríguez Villalobos, que além de permitir a construção rápida de um grafo (com o mouse se faz praticamente tudo) ainda permite várias formas de análise deste, tais como:
  • Caminho Mínimo e Crítico e a Árvore Mínimo e Máximo baseado no algorítmo de Dijkstra
  • Caminho Mínimo e Crítico baseado no algorítmo de BellmanFord
  • Todos os Caminhos Mínimos baseado no algorítmo de FloydWarshall
  • Árvore do Valor Total Mínimo e Máximo baseado no algorítmo de Kruskal
  • Árvore do Valor Total Mínimo e Máximo baseado no algorítmo de Prim
  • Fluxo Máximo baseado no algorítmo de FordFulkerson
  • Transborde Equilibrado a Custo Mínimo
  • Localização do Custo Mínimo
  • E uma série de outros
Por ser um software livre, garanto que atende muito bem a todos que desejam conhecer, aprender e desfrutar do prazer de ter seu projeto (ou mesmo seu passeio) totalmente controlado.

Abraços e até a próxima
Fernando Anselmo

* Grafos e Algoritmos Computacionais de J.L Szwarcfiter, Ed. Campus, 1984.
** http://arodrigu.webs.upv.es/grafos/doku.php

domingo, 21 de agosto de 2011

Historinhas - Como os programadores matam dragões

A principal frase da Informática é "Matar um dragão por dia", mas como será que os programadores das principais linguagens encontradas realizam esse feito? Vamos ver os requisitos:

Java - Chega e encontra com o dragão, desenvolve um framework para aniquilamento de dragões em múltiplas camadas, escreve vários artigos, abre o framework e fica na dúvida entre qual editor usar Netbeans ou Eclipse, então não mata o dragão.

.NET - Chega e olha a ideia do Javanes e a copia, tenta matar o dragão, mas depois de uma tela azul e é comido pelo reptil.

C - Chega e olha para o dragão com olhar de desprezo, puxa seu canivete e ameaça degolar o bicho, mas ignora tudo para ver os últimos checkins no CVS do kernel do Linux.

C++ - Cria um canivete basico e vai juntando funcionalidades até ter uma espada complexa que apenas ele consegue entender ... tenta matar o dragão mas trava no meio da ponte por causa dos memory leaks.

COBOL - Chega, olha o dragão, pensa que está velho demais para conseguir matar um bicho daquele tamanho e pegar a princesa e, então, vai embora.

Pascal - Se prepara durante 10 anos para criar um sistema de aniquilamento de dragões ... chegando lá descobre que o programa só aceita lagartixas como entrada.

VB - Monta uma enorme e assustadora arma de destruição de dragões a partir de varios componentes, parte para a briga com o bicho e, na hora H, descobre que a espada só funciona durante noites chuvosas...

PL/SQL - Coleta dados de outros matadores de dragão, cria tabelas com N relacionamentos de complexidade ternaria, dados em 3 dimensões, OLAP, demora 15 anos para começar a processar a informação. Enquanto isso a princesa já casou com o dragão.

Ruby - Chega com uma enorme fama, falando que é o melhor faz tudo, quando vai enfrentar o dragão mostra um vídeo de como será espetacular a matança do dragão ... o dragão come ele de tédio.

Smalltalk - Chega, analisa o dragão e a princesa, vira as costas e vai embora, pois eles são muito inferiores.

Shell - Cria uma arma poderosa para matar os dragões, mas, na hora H, não se lembra como usá-la.

Shell (2) - Chega no dragão com um script de 2 linhas que mata, corta, stripa, pica em pedacinhos e impalha o bicho, mas na hora que ele roda o script aumenta, engorda, enfurece, e coloca álcool no fogo do dragão que o elimina sem dó nem piedade.

CENTURA - Diz que agora é pra valer. Cria um fantástico sistema que só ele e Deus sabe como funciona. Na verdade mais Deus do que ele. Faz cócegas no dragão e é devorado enquanto tentava achar o significado de um código de erro.

Assembly - Acha que está fazendo o código mais certo, enxuto e bem documentado, porém ao trocar um A por D, mata a princesa e salva o dragão.

Fortran - Chega e desenvolve uma solução com 45.000 linhas de codigo que deixa o dragão totalmente confuso então ele corre de encontro a princesa ... mas esta o chama de Tiuzinho e sai correndo atrás do Programador Java que era mais gato e ficou Rico (mesmo sem ter conseguido acabar com o Dragão e ainda está tentando decidir se vai usar o NetBeans ou o Eclipse).

FoxPro - Desenvolve um sistema para matar o dragão, por fora é bunitinho e funciona, mas por dentro está tudo remendado, quando ele vai executar o aniquilador de dragoes lembra que esqueceu de indexar os DBF.

Clipper: Monta uma rotina que carrega um array de codeblocks para insultar o dragão, cantar a princesa, carregar a espada para memória, moer o dragão, limpar a sujeira, lascar leite condensado com morangos na princesa gostosa, transar com a princesa, tomar banho, ligar o carro, colocar gasolina e voltar pra casa. Na hora de rodar recebe um "Bound Error: Array Access" e o dragão come ele com farinha.

Bem, finalmente é chamado de alguém que entende do negócio e a coisa ocorre assim:

Analista de Negócios - Chega ao dragão com duas toneladas de documentação desenvolvida sobre o processo de se matar um dragão genérico, desenvolve um fluxograma super complexo para libertar a princesa e se casar com ela, convence o dragão que aquilo vai ser bom pra ele, e que não será doloroso. Ao executar o processo ele estima o esforço e o tamanho do estrago que isso vai causar, solicita as assinaturas do Papa, do Buda e do Raul Seixas para o plano, e então compra 2 bombas nucleares, 45 canhões, 1 porta aviões e contrata 300 homens armados até os dentes, quando na verdade só seria necessário apenas uma espada que estava na sua mão o tempo todo.

Abraços e até a próxima
Fernando Anselmo

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Historinhas - O Caso dos Macacos

Um grupo de cientistas pegou cinco macacos e os colocaram em uma jaula. Na Jaula foi pendurado um cacho de bananas e colocado uma escada, quando qualquer um dos macacos subia a escada para pegar as bananas os cientistas jogavam água fria nos quatro macacos que ficavam em baixo, com o tempo e alguns banhos, qualquer um dos cinco macacos que tentava subir na escada era surrado pelos outros quatro macacos até desistir da ideia.

Então os cientistas trocaram um dos macacos antigos e quando o novato tentava subir a escada para pegar a banana e era devidamente surrado pelos outros quatro. Foi trocado mais um dos macacos antigos e quando tentava subir os três antigos com aquele novato que tinha apanhado sem saber porquê o surravam sem piedade. E assim foi acontecendo até que todos os cinco macacos foram trocados por novos e nenhum deles podia subir a escada pois levava uma surra dos companheiros que estavam embaixo, entretanto nenhum desses macacos tinha tomado um banho sequer.

Então concluiu-se que se os macacos soubessem falar e caso fosse feito a pergunta aos novatos por que eles não deixavam nenhum outro subir para pegar as bananas? A resposta, com certeza, seria: "Não sei, aqui sempre foi assim!".

Abraços e até a próxima
Fernando Anselmo